O Tribunal do Júri julga nesta terça-feira (28) o caso do atropelamento que resultou na morte de Maria Eduarda Souza Augusto, de 18 anos, e deixou ferida Giovanna Larrubia, de 19. As jovens haviam saído de Casimiro de Abreu para comemorar a conclusão do ensino médio em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos.
O acidente ocorreu na madrugada de 12 de janeiro de 2025, por volta das 5h, na Avenida José Bento Ribeiro Dantas. As duas caminhavam pela via quando foram atingidas por um carro.
Com o impacto, Maria Eduarda foi lançada a aproximadamente 10 metros de distância. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Já Giovanna sofreu fraturas na tíbia e no punho direito, além de diversas escoriações, sendo encaminhada para atendimento hospitalar.
Segundo as investigações, o motorista se apresentou espontaneamente à polícia dois dias após o atropelamento. Conforme informações do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), ele admitiu que conduzia o veículo e declarou ter adormecido ao volante. Ainda de acordo com o processo, o investigado afirmou que havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir e que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
As apurações também apontam que o condutor deixou o local sem prestar socorro às vítimas. Imagens de câmeras de segurança contribuíram para a identificação do veículo, que posteriormente foi localizado e apreendido. O proprietário informou à polícia que o automóvel havia sido alugado para outra pessoa.
Durante a fase de investigação, a Justiça negou o pedido de prisão temporária do motorista por entender que não havia requisitos para a medida naquele momento. Em contrapartida, determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o comparecimento periódico em juízo, a proibição de alterar o endereço sem autorização judicial e a restrição para se ausentar da comarca por longos períodos sem comunicação ao Judiciário.
Também foi autorizada a quebra do sigilo dos dados telefônicos do investigado para verificar as circunstâncias do acidente, incluindo a hipótese de utilização do celular no momento da colisão.
O julgamento será conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Armação dos Búzios.
A reportagem procurou a defesa do acusado para obter um posicionamento sobre o caso, mas não conseguiu contato até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para eventual manifestação.
Fonte: RC24H | Letycia Rocha





