Polícia Civil investiga grupo suspeito de alugar carros para revenda ilegal em operação no RJ

A Polícia Civil realizou, nesta sexta-feira (7), uma operação para desarticular um grupo suspeito de alugar veículos de locadoras e posteriormente revendê-los de forma irregular. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido em Cabo Frio. Nove mandados foram cumpridos em quatro cidades; prejuízo estimado às locadoras chega a R$ 1 milhão

Ao todo, foram expedidas nove ordens judiciais, cumpridas em Cabo Frio, Rio de Janeiro, São João de Meriti e Nova Iguaçu. A investigação é conduzida desde janeiro pela 41ª DP (Tanque) e aponta um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1 milhão para empresas de locação de veículos.

Segundo as investigações, o esquema utilizava uma empresa de fachada localizada em Olaria, que teria celebrado 36 contratos de aluguel. Os automóveis eram retirados por pessoas recrutadas por meio das redes sociais e, posteriormente, entregues a intermediários responsáveis pela comercialização.

Durante a apuração, três veículos foram encontrados em situação considerada irregular. Um Hyundai HB20 foi localizado em uma oficina, enquanto um Fiat Argo e um Fiat Mobi teriam sido colocados à venda em uma agência mesmo permanecendo vinculados a contratos de locação. Um dos veículos apresentava indícios de adulteração.

A perícia também identificou possíveis modificações em um Toyota Corolla, um Hyundai Creta e uma Iveco Daily. Em uma das negociações investigadas, a movimentação financeira teria chegado a aproximadamente R$ 154,6 mil.

Os investigadores também apuram transferências de valores para pessoas ligadas ao esquema e para um adolescente de 16 anos, que teria sido utilizado para receber dinheiro em uma conta administrada por terceiros. De acordo com a polícia, empresas também podem ter sido empregadas para movimentar os recursos obtidos com as negociações.

Em um dos locais alvo da operação, os agentes encontraram cédulas falsas e prenderam um homem em flagrante.

Os envolvidos são investigados por crimes como estelionato, associação criminosa, adulteração de sinal identificador de veículo, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar todos os participantes e esclarecer a extensão do esquema.

Fonte: RC24H