Casos de câncer entre pessoas mais jovens aumentam e acendem alerta para diagnóstico precoce

O câncer vem sendo identificado com maior frequência em pessoas com menos de 50 anos. Um levantamento internacional apontou um crescimento de 79% no número de novos diagnósticos nessa faixa etária ao longo de três décadas. Entre os tipos de tumor que mais chamam atenção estão os de mama, intestino e tireoide.

No Brasil, os dados também indicam uma mudança no perfil dos pacientes. No Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), a participação de mulheres com menos de 40 anos entre os casos de câncer de mama subiu de 8%, em 2009, para 22%, em 2020.

Especialistas avaliam que diferentes fatores podem estar associados a esse cenário. Entre eles estão o aumento da obesidade, o sedentarismo, o consumo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e hábitos alimentares inadequados. A predisposição genética também pode influenciar, mas mais de 80% dos tumores diagnosticados em pessoas jovens não estão relacionados a fatores hereditários.

Outro desafio é a identificação da doença. Como muitos jovens ainda não fazem parte da faixa etária indicada para exames de rastreamento, sintomas iniciais podem ser confundidos com problemas menos graves. Isso pode contribuir para que o diagnóstico aconteça em fases mais avançadas.

Apesar do aumento dos casos, especialistas destacam que parte dos fatores de risco pode ser reduzida. Estimativas indicam que pelo menos 30% dos casos de câncer poderiam ser prevenidos por meio de hábitos mais saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, abandono do cigarro e redução do consumo de álcool.

Fonte: CNN