A criança, que é não verbal, ficou cerca de 15 minutos fora da unidade até ser encontrada por uma mulher que passava pela região. Policiais que estavam nas proximidades ajudaram a localizar os familiares.
Segundo a mãe, a escola só teria entrado em contato depois que o menino já havia sido encontrado. O episódio aconteceu durante o recreio, período em que a profissional responsável pelo acompanhamento havia assumido a função recentemente. De acordo com a direção da escola, um dos portões estava aberto para permitir a entrada e saída de funcionários durante o recebimento de alimentos. A criança teria deixado a unidade por esse acesso.
A mãe questiona a comunicação entre a equipe escolar, a profissional responsável e os familiares. Ela também demonstra preocupação com a localização da escola, próxima a uma lagoa, já que o filho tem interesse por água. O caso ocorreu durante a transição dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento de estudantes atípicos da rede municipal, serviço que passou a ser realizado pelo Instituto Rede de Apoio Social.
Outras famílias também relatam dificuldades durante a mudança. Segundo responsáveis, crianças autistas chegaram a ficar dias sem cuidador, enquanto novos profissionais não eram encaminhados. As famílias afirmam que a falta de acompanhamento provocou crises e dificuldades de adaptação e defendem um período de transição para aproximar os novos profissionais dos alunos, das escolas e dos responsáveis.
Em nota, a Prefeitura de Arraial do Cabo informou que considera o episódio de Monte Alto pontual e que as medidas administrativas cabíveis foram adotadas. O município afirmou ainda que o caso não possui relação direta com a terceirização do serviço e que a nova estrutura de acompanhamento está em fase de implementação.
Segundo a Prefeitura, eventuais problemas identificados durante o processo serão avaliados e poderão resultar em novas medidas administrativas.
Fonte: RC24H





