A verdade sobre a falência da GAS

A falência da GAS não é um processo comum. E quem está dentro, como nós estamos, sabe disso. Não é apenas mais um caso de quebra de empresa. Aqui há bilhões envolvidos, milhares de credores e, principalmente, uma disputa real sobre quem terá voz e quem ficará de fora.

Desde o início, a falência vem sendo conduzida de forma que, muitas vezes, afasta quem mais tem interesse no processo: os próprios credores.

Quem tem dinheiro a receber não pode ser tratado como espectador. Não pode depender de decisões tomadas sem transparência. Não pode aceitar atos sigilosos dentro de um processo que deveria ser público.

Falência não é caixa-preta. E há uma regra clara na lei: os credores têm poder. Mas esse poder só existe se for exercido.

A assembleia geral de credores, por exemplo, não é um detalhe. É o instrumento mais forte dentro da falência, pois é ali que se decide o rumo do processo, a fiscalização, as estratégias e até os caminhos de recuperação de ativos. Para convocar essa assembleia, precisamos atingir um percentual mínimo de créditos.

Nós não estamos esperando. Estamos organizando, estruturando e, principalmente, unindo credores.

Já avançamos na identificação de bens fora da massa falida. Já levamos ao processo ativos relevantes. Já enfrentamos decisões que tentavam reduzir direitos dos credores.

E vamos continuar. Porque, sem união, o credor perde força. E, com organização, o jogo muda completamente. Portanto, se os credores não se posicionarem, outros decidirão por eles.

E isso pode significar descontos indevidos, perda de valores já recebidos, falta de transparência e custos desnecessários sendo pagos com dinheiro da própria massa.

E, no final, quem perde é quem sempre perde: o credor.

O caminho é claro: organização dos credores, transparência total no processo, atuação firme dentro da falência e uso dos instrumentos legais, principalmente a assembleia.

Eu sempre falo isso, e vou repetir: nós temos direito. E direito não se pede — se exerce.

A falência da GAS ainda terá muitos capítulos. Mas uma coisa é certa: quem estiver organizado terá voz. Quem não estiver, vai assistir.

E aqui, a gente não veio para assistir.

Vamos vencer.